Brasília – O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, admitiu hoje (6), sem citar nomes, que “há resistências tanto à inclusão bancária quanto na questão do tratamento do cliente bancário”. Mas reafirmou que a inclusão financeira, "com qualidade e eficiência", é uma das prioridades do BC para reduzir as desigualdades sociais. Segundo ele, a inclusão bancária também fortalece o próprio sistema financeiro e ajuda a reduzir o custo do controle da inflação. Por isso, o BC deve priorizar a educação financeira para que o processo de inclusão avance com qualidade. “Queremos qualidade, eficiência, transparência e respeito às regras e aos clientes”, enfatizou Tombini. Perguntado se um dos focos de resistência à ampliação da bancarização estaria nas altas taxas cobradas pelos bancos, Tombini não respondeu diretamente, mas lembrou que, em 2007, foi feita uma grande reforma que elevou o nível de transparência e unificou a nomenclatura dos serviços bancários. Também houve avanço, segundo ele, na regulamentação das tarifas de cartão de crédito, no fim do ano passado. “Melhoramos a capacidade dos custos de serviços, com barateamento das tarifas”, disse ele. Agora, o BC está estudando a adoção de medidas de regulação para possibilitar maior absorção, pelo sistema financeiro, de jovens que chegam ao mercado de trabalho e das populações de menor renda que ascendem social e economicamente. Números da Diretoria de Normas e Organização do Sistema Financeiro mostram que, nos últimos anos, a inclusão financeira foi bastante ampliada, a ponto de, atualmente, todos os 5.564 municípios brasileiros terem, pelo menos, um canal de acesso ao sistema financeiro. Hoje funcionam, em todo o país, quase 20 mil agências bancárias, mais de 150 mil correspondentes bancários, aproximadamente 50 mil postos de atendimento e 165 mil caixas eletrônicos para 142 milhões de contas-corrente e poupança. No discurso de posse, na última segunda-feira (3), Tombini deixou claro que a promoção da inclusão financeira com qualidade só é possível por meio da difusão do conhecimento e da compreensão das noções básicas de finanças pessoais, de orçamento doméstico e do funcionamento dos produtos e serviços financeiros. “Os novos clientes e os mais humildes precisam deter esse conhecimento e essa compreensão”, ressaltou. |
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
TOMBINI DIZ QUE HÁ "RESISTÊNCIAS" PARA ACESSO DOS MAIS POBRES AO SISTEMA FINANCEIRO
06/01/2011 |
Governo pode elevar mínimo para R$ 550 |
Diante da pressão do PMDB, o governo já dá sinais de que tem margem para elevar o salário mínimo acima dos R$ 540 propostos no Orçamento. Na área econômica, já se fala em R$ 550, principalmente depois que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi repreendido pela presidente Dilma por ameaçar vetar qualquer aumento do piso salarial. Segundo a Folha de S. Paulo, o sinal de que os R$ 540 poderiam subir partiu do próprio governo. O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), também sinalizou, hoje, que está disposto a discutir a alteração na proposta do governo para o mínimo caso continue na presidência da Casa. Escrito por Magno Martins, às 15h00 |
AGORA É PROIBIDO PARENTE NA ALEPE
UCHOA assinou ato, ontem, e exonerou familiares do deputado Esmeraldo Santos |
A providência tomada por ele veio em resposta à iniciativa do deputado estadual Esmeraldo Santos (PR) de nomear duas filhas e um genro para seu gabinete. Ao tomar conhecimento, Uchoa relatou ter ordenado “uma devassa” na estrutura da Casa. “O Departamento Pessoal já assegurou que não existem outros casos”, afirmou o presidente. Cada um dos 49 deputados tem direito a nomear até 25 cargos comissionados, o que, segundo Uchoa, dificulta o mapeamento “de quem é namorado de quem, filho de quem”. Concomitantemente ao ato que obrigada pessoas a declararem parentesco com parlamentares, o pedetista exonerou os referidos servidores vinculados a Esmeraldo.
Ontem, os deputados estaduais aprovaram, por unanimidade, durante a segunda autoconvocação do recesso, os projetos de reforma administrativa do Estado e reajuste de cargos comissionados e funções gratificadas (1778/2011), além de aumento salarial para o secretariado, de em média de 51% (1779/2011 ). A medida deve custar cerca de R$ 7 milhões aos cofres públicos. “Dos 27 secretários estaduais, 20 são oriundos de orgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE), ou outros vinculados à magistratura com salários perto de R$ 20 mil. Se formos comparar com a iniciativa privada, um secretário ser convocado e passar a receber R$ 7 mil é uma demagogia”, argumentou o Uchoa. Com o acréscimo, o salário dos secretários passa a R$ 10.500.
Também entrou em discussão o Projeto de Resolução 1777/2011 aprovando a indicação do ex-secretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Roldão Joaquim (PDT), para presidência da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Pernambuco (Arpe).
FONTE: Folha de Pernambuco